O seu filho tem o hábito de roer as unhas? Saiba o que fazer

roer as unhas

Se o seu filho tem o hábito de roer as unhas, saiba que este é um comportamento relativamente comum na infância e na adolescência e que, em muitos casos, não existe motivo para preocupação.

Este hábito, conhecido como onicofagia, pode ser abordado em consultas de Odontopediatria, sobretudo porque muitos pais têm dúvidas sobre a melhor forma de agir. Na maioria das situações, uma abordagem calma, sem repreensões e centrada na compreensão do hábito pode ser mais útil do que chamar constantemente a atenção da criança.

Roer as unhas: Diferentes causas

Cada criança pode desenvolver este comportamento por diferentes motivos. Em algumas, pode surgir em momentos de ansiedade, nervosismo ou tédio, enquanto noutras pode existir um componente de imitação de familiares ou de outras crianças. Há ainda situações em que o hábito começa ocasionalmente e acaba por se repetir sem que exista um motivo claro.

A frequência tende a diminuir com a idade, embora o hábito possa persistir durante a adolescência ou mesmo na idade adulta. Por isso, observar em que momentos o seu filho tende a roer as unhas pode ajudar a compreender melhor o comportamento e a identificar padrões.

Por exemplo, acontece quando está concentrado, quando enfrenta uma situação que lhe provoca nervosismo ou enquanto vê televisão e está mais distraído? Pode ser útil fazer um registo simples dos momentos em que o hábito surge (ex.: antes de dormir, durante os trabalhos de casa, em situações novas), para identificar padrões e trabalhar em conjunto com a criança.

Que impacto pode ter o hábito de roer as unhas na saúde oral?

Quando o hábito se repete com frequência, pode começar a deixar sinais visíveis na saúde oral. Entre os efeitos descritos estão o desgaste ou pequenas alterações nos dentes da frente, sobretudo nos incisivos, associados à repetição do gesto.

Em alguns casos, este movimento repetitivo pode estar também associado a alterações no alinhamento dentário, como apinhamento ou rotação dos incisivos.

Há igualmente o risco de pequenas fissuras ou até de dentes partidos, sobretudo quando o hábito é frequente e a criança pressiona os dentes com muita força.

Para além disso, levar as mãos à boca, sem estarem devidamente limpas, aumenta a exposição da cavidade oral a microrganismos e pode facilitar a transferência de bactérias entre as mãos e a boca.

Neste contexto, as consultas regulares de Medicina Dentária infantil permitem acompanhar o desenvolvimento da dentição, identificar sinais que possam estar relacionados com o hábito de roer as unhas e orientar a família de acordo com as necessidades de cada criança.

Sugestão de leitura: 6 Problemas que afetam a saúde oral das crianças

Como ajudar o seu filho a deixar de roer as unhas

Ajudar uma criança a reduzir este hábito exige tempo, paciência e consistência, sendo importante evitar repreensões constantes ou transformar o tema numa fonte de tensão. Como cada criança é diferente, pode ser necessário experimentar mais do que uma estratégia até encontrar a que melhor se adapta à sua rotina e necessidades.

Aqui ficam cinco ideias que pode experimentar em casa:

  • Manter as unhas curtas e cuidadas: Além de dificultar o gesto, este cuidado pode ajudar a reduzir pequenas lesões nos dedos;
  • Criar alternativas para ocupar as mãos: Em momentos em que o hábito surge com maior frequência, atividades como desenho, trabalhos manuais ou objetos sensoriais podem ajudar a interromper o gesto de forma natural;
  • Valorizar cada progresso: Elogiar as pequenas conquistas e valorizar o esforço da criança pode ser mais construtivo do que estar constantemente a chamar a atenção quando rói as unhas;
  • Combinar um sinal discreto: Em conjunto com a criança, pode definir uma palavra‑código, um toque no braço ou um gesto combinado que sirva apenas como lembrete amigável, sem tom de repreensão;
  • Falar com um profissional de saúde: Se o hábito persistir, provocar lesões ou surgir acompanhado de outros sinais de ansiedade ou desconforto emocional, pode ser importante falar com o profissional de saúde que acompanha a criança.

Cuidar do sorriso em todas as fases do crescimento

Criar bons hábitos desde cedo contribui para uma relação mais positiva com a saúde oral. Pequenos gestos, acompanhamento regular e uma abordagem tranquila podem ajudar a criança a reduzir comportamentos repetitivos sem transformar o tema numa fonte adicional de preocupação.

Na Eiriz Saúde, acreditamos que informação simples, rigorosa e próxima ajuda as famílias a tomar decisões mais conscientes sobre a sua saúde. Se quiser conhecer outros temas relacionados com Medicina Dentária, saúde oral das crianças e bem-estar familiar, pode explorar os conteúdos que publicamos regularmente no nosso blog.

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